Algum tempo atrás fui com minha família em um outlet aqui no Rio. Gente, que loucura que é outlet, né!? Váááárias coisas lindas, baratas, imperdíveis e…….. desnecessárias, não é mesmo?

Confesso que eu comprei algumas coisas que não tinha necessidade nenhuma, mas juro que tentei me controlar ao máximo… 🙂

Já faz um tempo que percebi que ficar comprando coisas à toa, por puro desejo, puro consumismo, acaba só prejudicando nossa vida… Primeiro porque gastamos um baita dinheiro desnecessário. Aí quando realmente precisamos dele pra pagar um dentista, um fisioterapeuta, um médico, a gente fica de pão-durice. Segundo, porque acabamos juntando diversas tralhas na nossa casa que começam a abarrotar nossos armários, nossas gavetas, nossas despensas, e um dia, de repente, parece que sua casa explodiu e sua vida é um verdadeiro caos!

Acontece que esse nosso consumismo exagerado não tem impacto negativo apenas nas nossas vidas…

Quanto mais queremos para nós mesmos, menos estamos dispostos a doar aos outros. Pode pensar bem: em geral nos recusamos a doar dinheiro para instituições de caridade, mas não ligamos de gastar esse dinheiro com uma blusa que provavelmente vai ficar esquecida no fundo da gaveta…

Mas nós precisamos repensar seriamente esse tipo de comportamento. Afinal, o que te traz mais satisfação? O prazer momentâneo de adquirir uma peça de roupa ou o prazer de sentir que está fazendo o bem por alguém?

No livro “Comece algo que faça a diferença”, Blake Mycoskie, criador da TOMS, faz o seguinte relato:

Nos primeiros Shoe Drops da TOMS [campanhas de entrega dos sapatos doados às crianças carentes], eu percebi que as pessoas que conhecíamos e que pareciam as mais felizes geralmente eram as que tinham menos. As crianças nas áreas rurais que visitávamos, que tinham muito pouco, geralmente irradiavam um tipo de felicidade que víamos com muito menos frequência nas áreas urbanas. Quanto mais eu pensava nisso, mais óbvio me parecia: vidas complicadas e muitas posses não trazem necessariamente felicidade; na verdade, elas podem trazer o oposto. Depois dessa revelação, resolvi me livrar da maioria dos meus pertences e me mudar para um barco.

Não consigo parar de pensar em como Blake tem razão…

Não consigo parar de pensar em como poderíamos fazer mais pelo Brasil se abríssemos mão de mimos desnecessários que por muitas vezes nem nos trazem felicidade!

E veja bem, não estou falando que deveríamos fazer voto de pobreza, usar roupas velhas e viver de paz e amor. Estou falando apenas em repensarmos se o dinheiro que estamos gastando não teria uma destinação mais nobre do que preencher nosso ego.

Pois então, o convite que te faço hoje é: pare para olhar ao seu redor – a sua casa, os seus armários, as suas gavetas. De quanto você realmente precisa? O quanto de felicidade lhe trazem os objetos que você possui? Será que acumular objetos ao longo de uma vida é realmente algo que você enxerga como felicidade? Ou será que felicidade para você seria contribuir para uma sociedade melhor e viver em um país livre de pobreza e violência?

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Bora viver uma vida mais simples e mais cheia de significado!?

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