Já exaltei algumas vezes aqui no blog que os empreendedores vão salvar o Brasil. Já falei sobre negócios sociais (aqui e aqui) e também sobre empreendedorismo social, contando o caso da marca de sapatos TOMS. Mas é importante lembrar que algumas pessoas simplesmente não querem ser empreendedoras, ou até mesmo não têm vocação para isso. E aí? Essas pessoas não podem ajudar a mudar o Brasil? Claro que podem! Veja seis sugestões que listamos abaixo:

1) Mude a si mesmo e compartilhe essa filosofia

Algo tão simples, mas que tem um efeito em cadeia tão grande… Mudar a si mesmo e espalhar essa ideia pode tornar nossas vidas mais leves, pode mudar a confiança entre a população brasileira e gerar uma união muito maior. A convivência em sociedade será muito mais harmoniosa. Se não sabe por onde começar, sugerimos que visite a seção 11 Princípios para Mudar o Brasil. Lá, listamos onze ideias de como podemos fazer a diferença. Você pode adotar essas ideias, se curtir, e compartilhar com seus amigos. Não precisa sair por aí tentando “catequizar” as pessoas também. Não podemos querer mandar na vida dos outros. Dar o bom exemplo já é uma conquista importante, mas se você fizer isso e guardar para si mesmo, o efeito em cadeia será muito menor.

2) Seja voluntário em uma ONG

É incrível, mas quando você começa a pesquisar sobre o assunto, descobre que existem tantas, mas tantas ONGs por aí tentando mudar o Brasil! Enquanto você está afastado deste mundo, você pode achar que ninguém está fazendo nada pelo povo, mas, acredite, se você teve uma ideia, é bem possível que várias outras pessoas já tenham tido a mesma ideia e que exista pelo menos uma ONG atuando sobre o assunto. Portanto, se você não quer começar um empreendimento do zero, por que não juntar-se a um já existente? Se você já tem um trabalho que gere seu sustento, por que não ser um voluntário em uma dessas ONGs? A necessidade de voluntários é enorme em instituições que dependem de doações para sua manutenção. E existem diversos tipos de voluntariado disponíveis para você. Se seu problema é tempo, pode ser que consiga um voluntariado pontual para atuar quando tiver disponibilidade.

Se quiser se candidatar a algum voluntariado, pesquise no google alguma instituição próxima de você e entre em contato, ou então use a plataforma online Atados, que reúne um cadastro de demandas de voluntariado e de pessoas que querem ser voluntárias. Dá para filtrar instituições por região, por área de atuação, ou por habilidades com as quais você possa contribuir! Confira lá! Tem muita opção disponível e a ideia é genial!

3) Doe dinheiro a uma instituição de sua confiança

Se o seu tempo está curto demais para contribuir como voluntário, e se você tem um dinheirinho sobrando todo mês, por que não usá-lo para ajudar essas ONGs? Procure uma instituição de sua confiança e contribua em dinheiro (ou mesmo com outros tipos de doação, como por exemplo alimentos não perecíveis, roupas, brinquedos). Cobre também uma boa transparência da instituição de sua escolha. Peça um demonstrativo dos gastos e investimentos da instituição. Falamos um pouco sobre isso no post anterior: transparência é fundamental!

Atenção: Não defendo aqui a doação financeira em forma de esmola para moradores e crianças de rua. Não enxergo isso como uma ajuda de fato. Precisamos ensinar a pegar o peixe ao invés de simplesmente o dar (embora uma combinação das duas possa ser ideal). Às vezes vejo pessoas nas ruas jogando uns trocados para um pedinte e me pergunto “será que a pessoa realmente acha que está fazendo o bem, ou será isso só um meio egoísta de tirar o peso da consciência por não estar fazendo nada por aquelas pessoas?”.

4) Trabalhe para um negócio/empreendimento social 

Como expliquei nos posts sobre negócios e empreendimentos sociais (aquiaqui e aqui), essas empresas são empresas que geram lucros como quaisquer outras, mas que têm como missão resolver um problema social. Principalmente em se tratando de um negócio social, conforme definido como um dos sete princípios por Muhammad Yunus, o salários a serem pagos são preços de mercado – para retenção de talentos. Portanto, se você não está muito contente com seu trabalho de hoje, por que não tentar uma vaga em uma dessas empresas? Você pode não só garantir o seu sustento, como também preencher a alma com a satisfação de estar fazendo o bem pelos outros. Então, se gostou da sua ideia, pesquise empresas sociais e entre em contato! Se conseguir uma entrevista, demonstre sobretudo sua vontade de mudar o mundo através do seu trabalho!

5) Invista em um negócio social

Se você estiver feliz no seu emprego e não quiser largar tudo para trabalhar em um negócio ou empreendimento social, ainda existe outra maneira de ajudar. O conceito de negócio social definido por Yunus permite que investidores coloquem dinheiro na empresa e o recuperem futuramente sem nenhum ganho financeiro. Pensando no seu próprio bolso, trata-se de uma forma de ajudar até melhor que a simples doação, porque depois de alguns anos você recupera seu dinheiro ao invés de simplesmente “perdê-lo”. Para mais informações sobre como investir em um negócio acelerado pela Yunus Negócios Sociais, clique aqui.

A plataforma Kiva (sem fins lucrativos) também é outro método muito interessante para emprestar dinheiro para pessoas necessitadas que queiram utilizá-lo para pagar sua escolaridade, reformar a casa ou comprar material para seu negócio. Mais de 1,5 milhões de pessoas já doaram dinheiro, mais de 2 milhões de pessoas já foram beneficiadas e a taxa de devolução do dinheiro é de 97,2% (ou seja, o risco de você perder seu dinheiro é muito baixo)! Não encontrei nenhuma causa brasileira neste site, talvez surja com o tempo. Mas se você quer salvar o Brasil, por que não salvar o mundo também!? Confira o site deles, vale a pena!

6) Seja empreendedor na sua própria empresa

Por fim, se nenhuma das alternativas anteriores lhe pareceu muito legal ou factível, por que não você se tornar um empreendedor dentro de sua própria empresa? Ah, Ana, mas o que você quer dizer com isso!? O que eu quero dizer é que você pode tomar a iniciativa e dar sugestões de projetos sociais dentro da própria empresa em que trabalha. Pode até se candidatar a tocar o projeto você mesmo. Por exemplo, se você trabalha para um escritório de advocacia, de arquitetura, ou clínica de saúde, você poderia sugerir que o escritório/clínica oferecesse serviços gratuitos, de baixo custo ou com pagamento facilitado para pessoas de baixa renda. Tenho certeza que com um pouco de criatividade você consegue bolar um serviço social seja qual for a sua área!

E aí, gostou das sugestões? Consegue colocar alguma em prática ou sugerir alguma outra? Deixe nos comentários para a gente!

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